Pentálogo XIII - Do fato ao acontecimento: travessias sociossemióticas

Do fato ao acontecimento: travessias sociossemióticas

O XIII Pentálogo do CISECO traz a publicação de vídeos no nosso canal no Youtube durante os meses de outubro, novembro e dezembro de 2024.

O objetivo é desencadear diálogos científicos sobre o avanço do conhecimento em torno do  conceito de acontecimento. Para falar sobre o tema foram convidados pesquisadores das áreas da comunicação, da semiótica e de outras interfaces. 

A troca de ideias, hipóteses e resultados entre os pesquisadores permite o desenvolvimento de novas ideias, fomenta o pensamento crítico e estimula a criatividade. Além disso, o diálogo científico promove a transparência e a colaboração, essenciais para a verificação e validação, o que é crucial para a atualização conceitual no âmbito destas áreas de pesquisas e práticas sócio-simbólicas.

Reflexões em torno das epistemologias do acontecimento

Mediação: Antônio Fausto Neto (Ciseco)

“Leitura de acontecimento” – Sérgio Dayrell Porto (UnB)

Sérgio Dayrell Porto possui graduação em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (1968) e em Filosofia pela Escola de Filosofia e Teologia Santo Alberto Magno (1962). É mestre em Comunicação pela Universidade de Brasília (1977) e doutor em Communication – Graduate Program in Communication – McGill University (1983). Atualmente é professor pesquisador colaborador da Universidade de Brasília. Tem experiência na área de Comunicação com ênfase em Teoria da Comunicação atuando principalmente nos seguintes temas: comunicação, análise do discurso, crítica da cultura, acontecimento e espaço público.

Resumo: Na dinâmica discursiva, mais importante do que as coisas ditas, são  as coisas a dizer. Quando se relaciona fato e acontecimento, o discurso passa a ser algo bem mais dinâmico do que se imagina. Os fatos podem ser vistos como um primeiro acontecimento, Foucault discute questões, de quando começa o discurso,  onde ele se situa no presente momento, para onde ele vai. “Mas, o que há, enfim, de tão perigoso no fato de as pessoas falarem e de seus discursos proliferarem indefinitivamente. Onde afinal está o perigo”. Paulo Mendes Campos dizia que “Vila Rica é uma obra em andamento”. Em artigo publicado  pela Rede Estação Democrática e reproduzida em outras mídias,  a propósito da demissão do Ministro Silvio Almeida, dos Direitos Humanos, a psicóloga social Marilia Verissimo Veronese, diz:” o que leva um homem altamente sofisticado em termos intelectuais, com uma brilhante carreira a zelar, ceder a uma ridícula tentação de enfiar a mão entre as pernas de uma mulher?” Para se completar o sentido, muita coisa tem ainda que ser dita. “Um acontecimento nunca se termina verdadeiramente, ele pode sempre ressurgir como fonte de sentido e voltar  a ser choque de conflitos de interpretações”  François Dosse, em Renascimento do Acontecimento, Editora Uneso, 2013. Original 1950. Pág. 214. Capítulo: o Acontecimento Revisitado. S(softwarws)news – soluções de broadcast para o mundo. In:Correio Braziliense, 14 de setembro, pág. 17 – caderno Cidades:

“Entre as principais soluções oferecidas pelo Snews, estão sistemas de automação de notícias multiplataformas e ferramentas de análise de audiência em tempo real. Estes serviços desenvolvidos com o objetivo de otimizar as empresas de comunicação tornando os processos mais ágeis e eficazes”. Broadcast – transforma qualquer ambiente em um conteúdo leve, seus livestreams botam pesquisas por voz e videoconferência para outro qualquer com voz e vídeo, aprimoradas pela inteligência artificial. A inteligência artificial (IA) pode ser usada na análise de dados para extrair insights, prever tendências e automatizar processos. Isso é feito por meio do processamento de linguagem natural, aprendizado de máquina, reconhecimento de padrões, análise preditiva e redes neurais. A IA ajuda as empresas a tomar decisões.

“Acontecimento: o fato e a narrativa” – Vera Regina Veiga França(UFMG)

Vera Regina Veiga França é professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFMG; fundadora e pesquisadora do GRIS (Grupo de Pesquisa em Imagem e Sociabilidade da FAFICH/UFMG). Atua nas áreas de Teorias da Comunicação, Comunicação e Cultura Midiática, Metodologia de Pesquisa em Comunicação. É formada em Comunicação Social / Jornalismo pela PUC-MG, com mestrado em Comunicação pela UnB, DEA e doutorado em Ciências Sociais na Université René Descartes – Paris V (1989-1993). Fez estágio de pós-doutorado em Sociologia junto ao CEMS (Centre dEtudes des Mouvements Sociaux) da Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (EHESS), na França (2005-2006). Foi presidente da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação (COMPÓS) no biênio 2001-2003. Tem desenvolvido e orientado projetos em torno dos processos interativos midiáticos, com ênfase na televisão; na relação popular/midiático; na análise de acontecimentos e celebridades.

Resumo: Acontecimento é um conceito caro para a História, assim como para diversos outros campos de conhecimento, da Física à Filosofia. Também a forma de apreendê-lo oscila entre sua dimensão factual e o fenômeno linguístico que ele desencadeia. A perspectiva desenvolvida pelo sociólogo Louis Quéré, de inspiração pragmatista, estabelece uma vinculação estreita entre acontecimento e experiência: ocorrências no mundo material que afetam nossos sentidos. A partir daí, algumas possibilidades analíticas se abrem: a relação entre fato e narrativa (ou as duas vidas do acontecimento, como nomeia Quéré); a individuação do acontecimento; acontecimento e problema. No mundo midiatizado em que vivemos, somos atropelados cotidianamente por toda sorte de acontecimentos, que ultrapassam largamente nosso campo da vivência pessoal. Pessoas célebres se tornam acontecimento (a vinda de Madonna ao Brasil) e buscam provocar acontecimentos para se celebrizar (a comemoração do aniversário do cantor Gusttavo Lima). Interessa-nos, do ponto de vista da Comunicação, explorar a relação entre fatos e narrativas; ocorrências e afetações.

“Elementos de uma semiótica do acontecimento: aporte diacrônico de uma espiral da circulação” – Giovandro Marcus Ferreira (UFBA)

Giovandro Marcus Ferreira é professor Titular da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, na qual integra o corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas e coordena o Centro de Estudo e Pesquisa em Análise do Discurso e Midia (CEPAD) e o Centro de Estudo em Comunicação, Democracia e Cidadania (CCDC). Fez o doutorado e mestrado em Ciências da Informação Medias, no Instituto Francês de Imprensa e Comunicação (Universidade Paris 2 Panthéon-Assas). Cursou Ciências Socias na Universidade Católica de Lyon (França). Graduou-se em Comunicação Social (Jornalismo) pela Universidade Federal do Espírito Santo e em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Teorias da Comunicação, Teorias do Jornalismo e Análise do Discurso, atuando principalmente nos seguintes temas: história dos paradigmas da comunicação, história dos paradigmas do jornalismo e discurso e mídia. Presidente da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (INTERCOM) de 2017-2023. Pesquisador com Bolsa PDE-CNPq (2022-2023) e com Bolsa Produtividade do CNPq (PQ).

Resumo: Os acontecimentos sociais são cada vez mais acontecimentos mediáticos, ocasionando explosões no interior da ambiência mediática, na qual se desenha em quadros de espaço, como igualmente, em fragmentos de tempo. Levando em consideração que estudos das ciências da comunicação têm como objeto a chave dialética entre o discursivo, o técnico e o social (sócio-técnico-discursivo), buscar-se-á aproximar tal dialética para a reflexão sobre o acontecimento mediático, tornando possível oferecer contribuições para sua análise. O trabalho está pautado numa visão diacrônica, sendo cadenciado pelas diferentes gerações (circulações) que marcaram os estudos semiológicos ou semióticos tendo como ponto de partida o momento imanente (isolamento do signo), passando pela articulação do discurso com as condições de produção e, mais tarde, o discurso entre as condições de produção e de reconhecimento. Com este esgarçamento teórico-metodológico, de um lado, e o advento da internet (redes sociodigitais) e a revolução do acesso, de outro, um novo panorama analítico se abre e se complexifica para o estudo do acontecimento mediático numa ambiência marcada, de maneira mais intensa, pela dinâmica dos processos de circulação discursiva.

Acontecimento e Midiatização

Mediação: Viviane Borelli (UFSM/CISECO)

“A falta de acontecimento no mundo midiatizado do capitalismo comunicacional” – José Luiz Aidar Prado (PUC-SP)

Psicanalista e professor no Programa de Estudos Pós-graduados em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). É doutor pela PUC-SP, mestre pela USP e bacharel em filosofia pela USP. Foi vice-presidente da Compós e membro do comitê de avaliação do CNPq. É autor de Habermas com Lacan e Convocações biopolíticas nos dispositivos comunicacionais. É co-autor de Comunicação em rede na década do ódio e de Sintoma e fantasia no capitalismo comunicacional, além de organizador de duas hipermídias: A invenção do Mesmo e do Outro na mídia semanal e Regimes de visibilidade em revistas. É editor consultivo da revista Galáxia e pesquisador senior do CNPq.

Resumo: O capitalismo comunicacional é uma forma de vida em que a formação do eu incide na busca do sucesso autoempreendedor que depende da circulação quase infinita do mais valor de signo na economia midiatizadora da atenção hiperconectada. Nancy Fraser chama esse modo de vida de capitalismo canibal, que mastiga a produção comunicacional dos mundos da vida para ativar a lógica da economia sistêmica, canibalizando territórios não econômicos. Harmut Rosa, na tradição da teoria crítica, examina esse capitalismo a partir de sua lógica da aceleração social. Além de hiperconectados temos de acelerar para que a circulação de bens e marcas comunicacionais produzam mais valor econômico e de gozo. Ele aborda a aceleração tecnológica, das mudanças sociais e do ritmo de vida. Rosa, ao construir sua versão da teoria crítica, passa por Habermas e Honneth, para melhor situar suas razões para se concentrar no tema da aceleração social. Esse funcionamento do sistema faz com que acontecimentos disruptivos, que poderiam reduzir os sofrimentos sociais, sejam apenas mais um componente da circulação sistêmica, em que os meios dinheiro, poder e influência dominem o cenário e imponham sua dinâmica desagregadora. Se a luta por reconhecimento é contaminada pelo processo de aceleração, como fazer para que os acontecimentos disruptivos possam engendrar mudanças progressistas? Essa é a questão atual para os movimentos e partidos progressistas. A questão é: como enfrentar esse capitalismo canibal em época de hiperconexão midiatizada de modo a acontecimentalizar a vida, contra as tendências de reduzir tudo a uma economia predadora e devoradora dos âmbitos não econômicos, produzindo uma divisão entre humano e não humano, bem como dominação de gênero, expropriação e opressão racial, indígena e destruição ambiental?

“Acontecimento e atorização social: da dimensão existencial à experiência midiatizada” Ana Paula da Rosa (UFRGS)

Graduada em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo (2001), mestre em Comunicação e Linguagens pela Universidade Tuiuti do Paraná (2007), doutora em Ciências da Comunicação, na linha de pesquisa Midiatização e Processos Sociais, pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) e pós-doutora em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense (2018) através de projeto Procad/Capes UFF/UPFE/UNISINOS. Em 2022 foi professora visitante na Södertörn University pelo projeto CAPES STINT Brasil/Suécia. Atualmente é professora e pesquisadora na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde atua no Programa de Pós-graduação em Comunicação, na linha de pesquisa Linguagens e Tecnologias da Comunicação e nos cursos de graduação da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (FABICO). E-mail: anarosa@ufrgs.br

Resumo: O conceito de acontecimento vem sendo discutido na área da comunicação há muito tempo, porém em que medida as abordagens dos anos 70 e 90 continuam pertinentes enquanto chaves de leitura para os processos comunicacionais que experienciamos atualmente? A midiatização impõe uma complexificação nas práticas sociais e profissionais e,  consequentemente, na própria natureza acontecimental, bem como em suas implicações na vida cotidiana. Assim, buscamos revisitar as propostas de autores como Louis Queré, Pierre Nora, Eliseo Verón, Edgar Morin e Vera França para pensar a emergência de um novo estatuto do acontecimento, produzido a partir de lógicas de midiatização e não mais com base em uma centralidade da construção da narrativa jornalística. Esse deslocamento implica no engendramento dos atores sociais e de suas formas de agenciamento da circulação demandando problematizar a dimensão existencial do acontecimento e suas formas de valoração nas interações (Rosa, 2020) a partir de experiências midiatizadas. Assim, tomamos diferentes acontecimentos recentes como as enchentes no Rio Grande do Sul, os conflitos midiatizados entre Israel e Hamas e a cadeirada no debate eleitoral à prefeitura de São Paulo como ângulos para se observar o acontecimento nas teias complexas dos circuitos comunicacionais e de seus fluxos adiante (Braga, 2012).

Teorias do Acontecimento na Era dos Dados

Mediação: Antônio Heberlê (Embrapa/CISECO)

A Inteligência Artificial  e as mutações sócio-profissionais” – Celestino Joanguete 

Docente e pesquisador da Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane-Moçambique; Pós-Doutorado em Ciências de Educação Ambiental pelo Instituto Fondo Verde, no Peru; Pós-graduado em Inteligência Artificial e Machine Learning pela Unopar Anhanguera, Brasil, especializado em Media Digitais pela Universidade de Ohio, EUA; Doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho Portugal; Pós-graduado em Jornalismo Político pela Universidade do Porto, Portugal; Licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Fernando Pessoa – Porto Portugal. Actualmente professor visitante na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) – Brasil.

O Pinóquio Eletrônico” – Pedro Gilberto Gomes

Mestre e doutor pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo.

Professor pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação, da Escola de Indústria Criativa da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS).

Presidente do Conselho Superior da Fundação de Amparo e Pesquisa do Rio Grande do Sul (FAPERGS). Membro do Comitê de Ética da Pesquisa da Unisinos. Autor de: GOMES, Pedro Gilberto. Dos Meios à Midiatização, São Leopoldo: Ed. Unisinos, 2017; e GOMES, Pedro Gilberto. Desandar o Andado. São Paulo: Loyola, 2022.

Acontecimento e Jornalismo

Mediação: Aline Weschenfelder (Ciseco)

Quando a desinformação faz o “acontecimento enchentes no RS”:  de um acontecimento climático a um acontecimento jornalístico” – Paula Paes (UFPB)

Professora do Programa de Pós-graduação em Jornalismo da UFPB e pesquisadora CNPq-Fapesq-PB. Doutora pela Université Grenoble-Alpes. E-mail: paulasouzapaes@gmail.com

Resumo: Sob o prisma das enchentes ocorridas no Rio Grande do Sul em maio de 2024, esta contribuição observa como a desinformação pesa no que tem o mérito de ser chamado de “acontecimento”. Como lembra Champagne (2000), há de se pensar o acontecimento a partir de lógicas sociais que conformam uma espécie de sincronização e focalização jornalística sobre determinado fato. Nesse sentido, o objeto de análise é a leitura desse acontecimento no RS pelos desmentidos dos jornalistas checadores.

Uma enchente de grandes proporções e a emergência das narrativas dissonantes” – Demétrio de Azeredo Soster (UFS)

Professor-pesquisador da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Doutor e pós-doutor pela Unisinos. Pesquisa midiatização, jornalismo e narrativas. É membro da coordenação colegiada da Rede de Pesquisa em Narrativas Midiáticas Contemporâneas (Renami), ligada à SBPJor. E-mail: deazeredososter@academico.ufs.br

Resumo: “Observa-se, na fala, reconfigurações que se estabelecem no sistema midiático-comunicacional, no que ele tem de jornalístico, quando a processualidade da midiatização provoca a emergência de narrativas contra hegemônicas, que chamaremos aqui de narrativas dissonantes, na discursividade midiática. Discursividade midiática será aqui compreendida, com Verón (2013), de forma simplificada, como os sentidos que emergem das semioses decorrentes da circulação de informações na internet. Já narrativas dissonantes, em uma visada sistêmica, no diálogo com Luhmann (2009), são as ofertas de sentido resultantes de complexas operações internas dos dispositivos, que permitem, ao fim, que estes se distingam dos demais dispositivos do sistema em que se inserem sem, contudo, perder sua identidade sistêmica; ou seja, as ofertas de sentidos que tornam possível reconhecer o sistema como tal pelo viés da tematização. O objeto de análise será a cobertura midiática das enchentes ocorridas recentemente no Sul do Brasil.

Das súbitas inundações ao flagelo das secas: exercícios de leituras de acontecimentos midiatizados

Marco Antônio Tessarotto (UESPI)

Professor substituto da Universidade Estadual do Piauí (UESPI). Doutor em Ciências da Comunicação pela Unisinos. Pesquisa midiatização em comunidades tradicionais, comunicação alternativa e processos folkcomunicacionais. E-mail: marcoantoniotessarotto@gmail.com

Resumo: A partir de um corpus constituído por mensagens jornalísticas em portais (UOL, G1) no período de maio a setembro de 2024, descrevemos e refletimos como estas mídias enunciaram as notícias das inundações no Rio Grande do Sul e da estiagem prolongada no país. De forma inferencial, o acontecimento (Mouillaud, 2002) e mensagens sobre a seca são trabalhadas segundo dimensões banalizadoras, já as imagens das enchentes são caracterizadas por uma diversidade de construções de sentido de outra natureza. As duas narrativas são acopladas na circulação midiática, através de reenquadramentos, segundo valores notícias diversos, desde as rotinas jornalísticas às elaborações e racionalidades dos campos sociais.

Acontecimento Latino-Americano

Mediação: Pedro Russi (UdelaR/CISECO)

La violencia en las redes: análisis crítico del discurso de la cuenta @Dan en X – Silvia Ramírez Gelbes – Universidad de San Andrés – UBA

Doctora en Lingüística y profesora y licenciada en Letras por la UBA, con un DEA en Lengua Española en la UNED (España). Directora de la Maestría en Periodismo de la Universidad de San Andrés, además de Adjunta en Filosofía y Letras de la UBA y de profesora invitada en otras universidades del país y de Latinoamérica, ha sido directora de la licenciatura en Comunicación de San Andrés, Profesora Titular del Taller de escritura académica en la Maestría en Defensa Nacional y del Taller de escritura científica en el CAICyT y en el IDES. Dirige el proyecto ADiPe en UdeSA y el programa de Formación en Periodismo Digital auspiciado por PAE. En 2005 recibió el premio “Juntos Educar” de la Vicaría Episcopal de Educación, en 2006 y 2009 el “Premio Iberoamericano en Honor a la Excelencia Educativa” y en 2017 recibió el Premio a la Docencia en Clases Magistrales de la Universidad de San Andrés y la Mención Académica de la UBA en 2018. Ha publicado artículos científicos en revistas nacionales e internacionales como la Romanische Forschungen, Estudios Filológicos o la Revista de Lingüística Teórica y Aplicada, entre muchas otras, y es autora de El discurso híbrido. Formas de escribir en la web (Ampersand 2018), de Cómo se redacta un paper. La escritura de artículos científicos (Noveduc 2013) y de Ortografiemos (Colihue 2008), entre otros libros. Su línea de investigación es el análisis del ethos discursivo en distintos géneros y desde distintas perspectivas. Dirige la colección Comunicación&Lenguajes de Ediciones Ampersand. Es columnista de Perfil y colaboradora en distintos medios gráficos y digitales.

Resumo: El discurso de odio es cualquier mensaje que usa palabras insultantes y busca denunciar a grupos definidos según su etnia, su credo, su género o sus ideas políticas o sociales (cf. Bagdikian, 1997; Delgado & Stefancic, 1995; Paz et al, 2020; Rasaq et al, 2017, entre otros). En la actualidad, el discurso de odio asume una difusión inédita gracias a la acción de las redes sociales, que amplifican incluso la desinformación. En la Argentina, en particular, el discurso de odio transmitido por las redes sociales contribuye a profundizar la llamada “grieta” o polarización política entre los ciudadanos afines a las ideas del oficialismo gobernante y aquellos afines a las ideas de la oposición. Desde la perspectiva del Análisis Crítico del Discurso (Fairclough 2003), este trabajo estudia el discurso de una cuenta de X afín al gobierno actual, @Dan (el gordo Dan), reconocida por su enorme impacto de influencia (238.700 seguidores), con la mayor cantidad de interacciones al mes de junio de 2024 (900% más que el segundo influencer político). El corpus se conforma con la totalidad de los posteos de esta cuenta en el mes de septiembre de 2024. Los resultados muestran que no solo el léxico contribuye con la construcción del discurso de odio. También las estrategias retóricas y tipográficas colaboran en la elaboración de un discurso violento orientado a callar las voces opositoras y a convertirse en el instrumento central de instalación de un discurso único.

Acerca de la construcción del acontecimiento hoy en América Latina – Gustavo Markier

Semiólogo. Doctor en Ciencias Sociales (UBA) – Maestría en Diseño de Estrategias de Comunicación (UNR) – Licenciatura en Ciencias de la Comunicación (UBA). Emprendedor. Cofundador y ex CEO de Plataforma 10 (Argentina – Brasil – Paraguay – Perú). Consultor Senior en Comunicación – CFI (Consejo Federal de Inversiones) – Argentina.

Miembro del CIM – Centro de Investigaciones en Medios (UNR) – Universidad Nacional de Rosario – Argentina.

Resumo: Mi hipótesis es que el acontecimiento se termina de convertir en un acto performativo en cuanto el consumidor de información lo procesa efectivamente, a partir de los discursos que le pueda generar la percepción de la noticia. Podemos ampliar sobre el estado de situación en la actualidad de América Latina. Es en la modalidad de la interfaz en que el acontecimiento vive. Además del texto clásico de Eliseo Verón, “Construir el acontecimiento” (1983), me referencio en su artículo co-escrito con Jean-Jacques Boutad, “Semiótica abierta” (2007); en “Las leyes de la interfaz” (2018), de Carlos Scolari; y en un trabajo propio, “El contrato de lectura del algoritmo impulsor de la personalización” (2019).

El acontecimiento de la violencia, la pobreza y el narcotráfico en Colombia  eatriz Quinones – Universidad Nacional de Colombia (UNAL/IECO)

Doctora en Ciencias de la Información y de la Comunicación, Universidad de Paris 8. Profesora asociada de la Universidad Nacional de Colombia (UNAL), adscrita al Instituto de Estudios en Comunicación y Cultura (IECO). Fundadora y docente de la Maestría en Medios IECO/Facultad de Ciencias Humanas. En la actualidad dirige el Centro de Pensamiento:”TICs, nuevos medios y brecha digital y del grupo gestor del Doctorado en “Comunicación e Imagen”, IECO/Facultad de Artes.

Resumo: Los resultados de las investigaciones sobre los imaginarios de la representación mediática de la Violencia, de la Pobreza y del Narcotráfico en Colombia, permiten reflexionar sobre lo que sucede y sobre lo que acontece en el país, desde la observación sistemática y la lectura detenida de materiales de origen mediático. Se trata de comprender el acontecimiento como la representación mediática de lo real y de realizar: (1) una aproximación a los modos de representación mediática del narcotráfico y por ende, a su configuración imaginaria: el narcomundo; (2) proponer una aproximación a la violencia ordinaria,  es decir, aquella que atraviesa las relaciones cotidianas, desplazándose entre la experiencia vivida y la experiencia mediática; (3) proponer un modo de visualización de la pobreza desde una perspectiva que se desmarca de las visiones convencionales que colonizan su representación mediática.

Painel
Silêncios e Silenciamentos Midiáticos:
estratégias discursivas de produção do não-acontecimento em crises ambientais​

Apresentação e Mediação: Inesita Araújo (PPGICS-Fiocruz/Ciseco)

Debatedora:  Raquel Aguiar (IOC/Fiocruz)

Desertificação do Semiárido e reivindicações por justiça climática: a produção midiática do não acontecimento – Sandra Raquew dos Santos Azevedo

Jornalista, Doutora em Sociologia e Mestre em Educação (UFPB). Professora da UFPB, Departamento de Jornalismo. Coordenadora do Observatório do Semiárido. Áreas de atuação: Jornalismo, Mídia-Educação; Estudos de Gênero e Mídia. Autora dos livros: Mídia Pandemia: estratégias contra a desinformação, Comunicação no semiárido brasileiro; A crônica feminina na imprensa paraibana: trajetórias, escritas de si e cotidiano; Comunicação, mídia e imaginário: diálogos contemporâneos; Perfis em Jornalismo Cultural; Mulheres em Pauta: gênero e violência na agenda midiática; Cartografias: escritos sobre mídia, cultura e sociedade; Gênero, Rádio e Educomunicação: caminhos entrelaçados. Integra o grupo de pesquisa Comunicação Comunitária e Mídia Local (COMUNI) e Coordena o Grupo de Pesquisa em Jornalismo, Gênero e Educomunicação.

Corredores ecológicos: silêncio e invisibilidade no acontecimento midiático da febre amarela – Claudia Malinverni

Jornalista, Doutora e Mestre em Ciências (Faculdade de Saúde Pública da USP). Pesquisadora do Instituto de Saúde do Estado de São Paulo, onde dirige o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento para o SUS-SP e coordena o Mestrado Profissional de Saúde Coletiva. Pesquisadora do campo da Comunicação e Saúde, sob quadro teórico metodológico crítico para investigar os processos de midiatização da vida e de produção de sentidos públicos sobre saúde a partir de discursos e práticas discursivas jornalísticas.

A crise hídrica em rios amazônicos: silenciamentos e contradições no acontecimento midiático – José Gadelha da Silva Júnior

Jornalista, Doutorando em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS – Fiocruz) e Mestre em Letras (UNIR). Atuou 11 anos na Rede Amazônica Rondônia, como repórter, editor e apresentador de telejornal. Atuou no ensino técnico e superior (disciplinas Treinamento e Produção em Estúdio de TV, Produção de Pautas, Técnicas de Telejornalismo e Técnicas de Entrevistas em Estúdio/Rádio e TV; Radiojornalismo, Telejornalismo, Produção Multimídia, Estudos Contemporâneos, Realidade Regional em Comunicação. Atualmente, é Assessor de Imprensa na Fundação Oswaldo Cruz – RO. Autor dos livros “A desterritorialização da comunidade ribeirinha de São Domingos, em Porto Velho/RO: Uma análise dos Discursos e suas subjetividades” e organizador dos livros “Saber Amazônico na Mídia: Produção Científica em Porto Velho” e  “Fiocruz Rondônia: histórias de vidas dedicadas à ciência na Amazônia”.  

O silêncio atravessa fronteiras do acontecimento: ausência de migrantes e refugiados na discussão sobre mudanças climáticas – Adriano de Lavor Moreira

Jornalista, Doutor em Ciências (PPGICS/Fiocruz) e Mestre em Comunicação e Cultura (UFRJ). Integra a equipe de jornalismo do programa Radis – Comunicação e Saúde, da Ensp/Fiocruz, onde foi editor entre 2014 e 2021. É um dos coordenadores do Grupo de Trabalho de Comunicação e Saúde da ABRASCO – Associação Brasileira de Saúde Coletiva e colaborador do Observatório Saúde nas Mídias (Fiocruz). Atualmente pesquisa comunicação, visibilidade social, políticas públicas e saúde, com foco nas populações em situação de vulnerabilidade.

As enchentes no RS: entre a espetacularização e silenciamentos, a construção midiática do (não)acontecimento – Anderson Machado

Jornalista, Pós-Doutorando em Comunicação (PUCRS), Doutor em Comunicação Social (PUCRS). Mestre em Saúde Coletiva (UFRGS). Pesquisador da área da Comunicação com experiência na Saúde, Pesquisador do campo das Racionalidades médicas, com pesquisas sobre o Imaginário das Biociências e das PICS na Mídia. Coordenador de Comunicação do Consórcio Acadêmico Brasileiro de Saúde Integrativa (CABSIN). Integrante do grupo de pesquisas Grupo de Tecnologia do Imaginário (PUCRS) e do Grupo de Trabalho em Comunicação e Saúde da Abrasco.

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